POESIA VIVA
CLUBE DE POESIA
AMOR LOUCO
NATURALMENTE
A FORÇA DAS PALAVRAS
DIVAGAÇÕES
CONVÍVIO
Livro de Visitas
Assine o meu livro de visitas
 
AMOR LOUCO

PARA TI



O que sinto é pouco
Porque mereces muito mais
Meu coração bate louco
Ignorando razões convencionais
E segurando a flor para ti colhida
Rosa perfumada de todos os odores
Ofereço-ta, comovido, Ó minha querida
Dando-me sem receios nem temores



Jbrel

............................................



ESPONTANEIDADE


Dá-me a tua mão
E vem comigo rio adentro
Mergulhar nas águas cristalinas do sossego
Vem graciosa e desprendida
Retratar-te nas meninas dos meus olhos
E matizando-os de beijos e de esperanças
Sentirás neles o carinho que te têm
Porque sendo tu a luz que os alumia
Não se saciam de te ver e de te adorar.


Vem confiante e despreocupada
Beber dos meus beijos os méis adocicados
Deliciosos e só para ti confeccionados
Provando os meus lábios neles saborearás
A serenidade de uma paixão melodiosa
Que no meu coração soubeste semear
Florindo airosa e terna e intemporal
Para naturalmente te pertencer e te alegrar.

Jbrel

............................................



QUIMERA

Vislumbro-te airosa e deslumbrante
Caminhando na rua entre os passantes
Passo seguro
Porte confiante
Irradiando no ar um aroma extasiante
Lembrando uma Deusa encarnada humana
Espelhando na fronte uma alegria profana
Acerquei-me de ti e fiz-me notado
Com uma frase insegura tentei cativar-te
Espantou-me a atenção do teu olhar
Os teus lábios sorriram fazendo-me corar
Sem me repelir deixaste-me caminhar
A teu lado e começando a conversar
A tua voz fez-me lembrar
Romances felizes de outras idades
Notando a minha perturbação
Estancando o passo deste-me a mão
E segredaste-me baixinho a confissão
De que eras uma miragem casual
Criada no intimo da minha imaginação.

Jbrel

............................................



TEMPESTADE

Percorro-te o corpo
No acolchoado cetim salmão
Dos meus devaneios.
A sensibilidade da tua pele
Incentivam a delicadez das carícias
A tua voz
Lembra prados lantejoulados pelo sol
Na longínqua memória da infância
Afirmação alegórica de pureza,
Desse estado em que as quietudes pérfidas
Ainda não maculam o pensamento,
E a ingenuidade simples e abundante
Acompanha a imaginação e o sonho.

Reconstruo os encontros sussurrados
Em frases curtas,
Palavras universos de significados
O mel do nosso olhar
Era a certeza inquebrantável
Que os nossos peitos palpitavam em uníssono
E encostado a ti
Em mim tu sentias calmaria
Oceano manso de ideais benevolentes.

Idealizámos metas
Com horizontes infindáveis
Nos nossos projectos
Não cabia o insucesso
De anormal só o tempo que insuspeito
Ao nosso redor
Cavava túneis minuciosos
Enfraquecendo a solidez dos alicerces
Que sustentavam a nossa construção.

Sem nos darmos conta
Apresentáram-nos a factura,
Quiçá um pouco despreocupados
Não avaliámos os prejuízos,
E desfeito tombou ferido
Um idílio fragilizado e moribundo
Causas de uma vida
Por momentos incompreendida.

Mas um vestígio de esperança
Como uma semente volteando ao vento
Germinará de novo naturalmente em nós
E crescerá livre e belo para sempre.

Jbrel

............................................



A BELA E O MUNDO

Vai alto no céu o sol
E tu continuas dormindo
Com um sorriso faminto
Com sonhos e doces projectos
E os cabelos soltos
No leito revolto
Menina do coração
Varado de solidão
Menina dos pesadelos
E do sapatinho mágico.

Vai alta na noite a lua
Percorrem-te mãos
Despem-te da tua
Roupa-prisão
Preconceito de criança vadia
Castrada e violada
Pelo mundo e pelo amor
Maltratada
Desflorada
Destinada ao horror.

Menina que dormes
Estremecendo gaiata
Continua dormindo
Criança sensata.

Jbrel

............................................



AMOR CARNAL

Admiro o teu corpo repousando junto ao meu
O leito semi-desfeito
É a afirmação da nossa paixão
Os teus cabelos soltos
Brilhantes como o orvalho ao sol matinal
Espraiam-se por sob o linho almofadado.
Os teus olhos cerrados guardam carinhosamente
O fulgor da entrega
Com que brindámos os nossos sentimentos
Dos teus lábios carnudos e húmidos
Como cerejas rosadas e doces
Desprende-se o perfume das primaveras floridas
Como se fosse a mocidade das nossas vidas
Esta juventude intemporal
Eternidade do amor que um ao outro nos jurámos
Sem receios nem temores
Porque despretenciosa e intensamente
Como uma paisagem imortal
Da profundeza da nossa essência
Verdadeira e simplesmente nos amamos

Jbrel

............................................



SORRISO

O teu sorriso...
Ah! como o teu sorriso me incendeia
E tenta a minha boca que anseia
Colar-se a esses teus lábios de sereia.
Esse teu sorriso...
Em que se funde o ardor das noites prolongadas
Penetrando arrebatadoras pelas madrugadas
Da minha imaginação desenfreada.
Esse teu sorriso...
Calando os silêncios mais profundos
Em que olhando-nos comunicamos com o olhar
Sem necessidade de palavras para expressar
O quanto temos um ao outro para dar.
O teu sorriso...
Gaiato e carinhoso
Bailando no teu rosto maravilhoso
Que me transporta para o paraíso mais formoso
E me deixa o corpo langoroso
Quando me beijam esses teus lábios deliciosos.
O teu sorriso...
Elixir do meu bem-estar!

Jbrel

............................................



PEDIDO

Canta-me uma canção!
Para que eu possa repousar
Embalado pelo timbre da tua voz
E as minhas pálpebras se cerrem
Deleitadas pela melodia do teu canto.
Acaricia-me a face!
Para que os meus lábios busquem os teus dedos
E neles depositem beijos saborosos
Pérolas de agradecimento como morangos adocicados
Que te ofereço deliciado.
Canta-me uma canção!
Para que o meu sono seja sossegado.

Jbrel

............................................



AMOROSOS

O teu rosto finamente recortado
Repousando nos lencóis acetinados
É o cálice que saboreio extasiado
Bebendo nele os licores adocicados
Que os teus lábios me oferecem deliciados
No silêncio dos instantes entrelaçados
Colando as nossas bocas delicadas
Pelos beijos apaixonados que nos damos.

Esta oferta despreocupada de nós mesmo
Em que os sentidos se desfalecem em prazeres
Transporta-nos em unicórnios alados
Para os céus da nossa imaginação arrebatada
E entre palavras melodiosas e carícias
Fazemos a nossa noite mais profunda
E nela nos perdemos e deixamos
Os sinais do amor ao qual nos entregamos.

Jbrel

............................................

ALEGRIA

Envoltos na neblina ténue da manhã
Sairemos de mãos dadas para a rua
E percorreremos os caminhos do jardim orvalhado
Com passo firme e sereno
Unidos por uma ternura intemporal
Na acalmia bucólica das folhas húmidas
Que o vento ledo agita levemente a medo.

Dando de nós uma prova de sensibilidade
Que acompanha a nossa vontade
Trocaremos olhares, palavras, abraços fugazes
E em gestos largos de candura e pureza
Deixaremos cair as dúbias incertezas
Assumindo confiantes as nossas fraquezas
Fazendo do dia a luz que nos alumia.

Possessos de beijos, carícias, enlaces
Na claridade da tarde teceremos a noite
Que será o refúgio da nossa vontade
Onde clandestinos beberemos o néctar
De uma ternura sem limites nem idade
Repousando no leito os corpos ardentes
Sedentos de se dar e de se acariciar
Na união infindável do amor e da carne.

Jbrel

............................................



DUPLA MENSAGEM

Se num assomo de carinho
Teu corpo ao meu se enlaçasse
E os teus seios se aconchegassem
Contra o meu peito ofegante
Os meus dedos percorreriam
Os teus cabelos soltos
No fundo da tua nuca afagariam
A sensível pele do teu pescoço
E continuariam sem exaustão
Pelo desbravar do teu ser
Explorando a perfeição do corpo
Costas, ancas, nádegas,
O encanto de seres mulher
E tu,
Primeiro timidamente,
Confiante e ousada de seguida
Possuir-me-ias da mesma forma
Porque unidos numa só carne
Inventariamos o amor uno
Como se não houvesse divergências
Mulher e homem libertos num todo
Sentimental, emocional, ideológico,
Puro na simples perfeição
Porque na urgência de sermos nós próprios,
Apesar das aparentes diferenças,
Estabelecemos imperativamente como principio
A igualdade física e intelectual.

Jbrel

............................................

AMANTE

Quando a bruma se levanta
E o dia se veste de cinzenta tristeza
No jardim de sempre onde cantam os rouxinóis
Continuará a brilhar a luz
Irradiada pela tua fronte
Ò Vénus condescendente
Do meu Olimpo.

Continuará como sempre a ser um sol
Brilhante e quente como o verão escaldante
Essa força que te vem do coração
Semelhante a um sonho puramente delirante.

Alucinado pela intensidade do teu brilho
Que é a consagração e a pujança do amor
Percorro radiante esse caminho
Que leva ao altar em teu louvor.

E sendo tu a mentira e a verdade
O bem e o mal na alegria e na tristeza
És em harmoniosa simplicidade
A simbiose perfeita da natureza.

Jbrel

............................................



PAIXÃO

Segredei-te ao ouvido palavras amorosas
Fitaste-me e estendeste as mãos
Afagando-me a face com os teus dedos
Numa carícia meiga e terna
Em teus lábios sussurrando
O agradecimento ao meu amor.
Cúmplices, demos as mãos e afastámo-nos,
Perdendo-nos na esquina da próxima avenida.

Partimos!
E de aventura em aventura
Cravámos na carne as unhas da loucura
Ávidos de beijos húmidos e febris
Rolámos nossos corpos pelo leito libertino
E fazendo da noite a aurora do instinto
Acalmámos os desejos com promessas infantis.

Chegámos por fim
Ao ponto de encontro
Que nos tinha sido marcado
Pelos ponteiros do relógio
Que comanda o destino
E confiantes e saciados
Enfrentámos o futuro
Sem receios de pecado
Humanamente unidos
Pela força dos sentidos.

Jbrel

............................................